PEDRAS NOS RINS

Cálculos Renais

Cólica renal é uma das dores mais intensas que existem. Descubra como eliminar o cálculo e evitar que ele volte.

Cálculo renal: um problema antigo que ainda assombra milhões de pessoas

Os cálculos renais são uma constante na história da humanidade. Desde o Egito, em 3200 a.C. existem relatos de pessoas de todas classes sociais que sofrem com essa doença (1) e ainda nos dias de hoje embora tenhamos avançado muito no tratamento, permanece sendo um problema de saúde relevante. Estima-se que até 11% da população geral é portadora de cálculos renais (2) e o problema não para por aí: quem teve uma vez e tratou, sem o tratamento preventivo adequado tem chance de recorrer de até 50% só nos 5 primeiros anos após o primeiro episódio (3). Para se ter uma noção prática do quão presente é esse problema em serviços de urgência, nos EUA 18,9% dos pacientes que dão entrada no pronto socorro por causas urológicas são diagnosticados com cálculos renais e afecções associadas (4).

Quais são os principais fatores de risco para desenvolver cálculos renais?

Dentre os principais fatores de risco (5) associados ao desenvolvimento de cálculos renais podemos citar:

  • Alta ingestão de sódio
  • Características genéticas ou histórico familiar
  • Baixa ingestão de água ou desidratação (e clima tropical)
  • Alta ingestão de proteína animal

Dr. Gustavo Guerrero realizando uma ureteroscopia flexível para tratamento de cálculo urinário.

É de conhecimento popular que a cólica renal é uma das piores dores que uma pessoa pode experimentar e isso é confirmado na literatura médica (6). Embora por si só esse já seja um motivo relevante para tratar de maneira adequada, ainda existem outros riscos associados: os pacientes portadores de cálculos renais tem 41% risco maior de desenvolver perda de função renal levando à doença renal crônica (7) e se é portador de cálculos nos dois rins esse risco pode chegar à 3x o da população geral (8).

Realizar a abordagem adequada diante disso é imprescindível e envolve uma tríade: diagnóstico, tratamento adequado e prevenção individualizada. Por mais que, sob ponto de vista médico e educacional, chamemos de “Cálculo Renal” há de comentarmos que existem diversos tipos de cálculos associados a inúmeros tipos de alterações urinárias que estão relacionadas à eles e que demandam tratamentos, modificações de estilo de vida e até terapias medicamentosas preventivas particulares.

Tríade da abordagem do cálculo urinário.

Tipos de cálculos renais

Dentre os tipos de cálculos renais, podemos citar:

  • Cálculos de cálcio (Oxatato de cálcio, fosfato de cálcio)
  • Cálculos de ácido úrico
  • Cálculos de estruvita

Sou também pesquisador do departamento de endourologia do Hospital das Clínicas da USP – setor que cuida especificamente desse tema – e verifico que é muito comum encontrarmos pessoas que foram submetidas a procedimentos para tratamento de cálculo renal e por diversos fatores não realizaram tratamento preventivo para reduzir o risco de recorrência (9, 10), o que é péssimo já que esse tipo de doença tende à retornar.

Parte I: Diagnóstico
Quais exames são usados para diagnosticar cálculos renais?

Os exames que lançamos mão para diagnosticar e acompanhar os cálculos renais são: Ultrassonografia de rins e vias urinárias Tomografia computadorizada de abdome sem contraste.

A tomografia é o exame mais sensível e específico disponível na avaliação inicial, embora o padrão-ouro de confirmação diagnóstica seja a ureteroscopia (a visão endoscópica do cirurgião no rim) já que, durante o procedimento, a ureteroscopia é capaz de diferenciar cálculos renais – que estão de fato na via que coleta urina do rim – de nefrocalcinose – que são calcificações do rim que não são cálculos (11) embora tenham mecanismos de surgimento parecidos (12).

Parte II: Tratamento minimamente invasivo
Quais são as opções de tratamento minimamente invasivo para cálculos renais?

Antes de entender quais tratamentos existem para cálculos renais, vale lembrar que aqui estou discutindo cálculos que estão efetivamente no rim. Existe outra entidade que é o cálculo ureteral – o cálculo que saiu do rim e migrou para o canal que drena urina do rim para a bexiga. O cálculo ureteral tem outros tipos de tratamento possíveis e outros critérios.

Existem hoje alguns tratamentos minimamente invasivos que podemos lançar mão para cálculos renais a depender do contexto:

  • procedimento endoscópico ou ureterorrenolitotripsia à laser
  • quebra de cálculos por ondas de choque emitidas por uma máquina (LECO)
  • procedimento combinado: endoscópico + percutâneo (laser e ultrassom)

LECO ou litotripsia por ondas de choque: quando é indicada?

A LECO consiste em um procedimento no qual o paciente recebe anestesia e é posicionado em uma máquina que emite ondas ultrassônicas em localizações específicas do rim – guiada por raio X e ultrassom – para quebrar os cálculos renais. Os cálculos renais então são quebrados e fragmentos são eliminados pelo próprio paciente.

Os critérios de seleção de pacientes adequados à LECO flertam com pacientes que também são adequados ao tratamento endoscópico, portanto ambas técnicas disputam a mesma gama de candidatos e são muito comparados na literatura médica.

Quando opto por intervir em cálculos renais de meus pacientes busco sempre a técnica que tem maior efetividade individual em trazer um resultado final adequado, que nesse contexto se traduz em obter ao fim do tratamento uma taxa livre de cálculos com menores inconvenientes possíveis. A LECO quando comparada ao procedimento endoscópico à laser possui menor capacidade de entregar um resultado final livre de cálculos, necessitando com certa frequência de retratamentos para obter um resultado adequado (13, 14, 15).

Sob ponto de vista de saúde pública, no entanto, a LECO parece mais promissora pelo fato de custar menos aos serviços de saúde (16), justificando o motivo pelo qual é muito presente no Brasil em serviços de saúde do SUS.

Procedimento endoscópico a laser: a técnica mais utilizada no mundo

O procedimento endoscópico a laser consiste em um procedimento realizado sob anestesia geral e sem cortes que navega através da uretra até chegar no rim com finalidade de quebrar e remover cálculos utilizando o laser.

A endoscopia tem avançado muito nos últimos anos. Hoje contamos com aparelhos de calibres cada vez mais finos e laser com capacidade de quebrar cálculos maiores, o que se traduziu em melhores resultados e maior predominância dessa modalidade. Isso se evidencia no fato de nos EUA essa ser a técnica majoritária de escolha por urologistas no tratamento de cálculos renais desde 2017 (17). A taxa livre de cálculos após o procedimento melhorou ao longo dos anos e hoje, mesmo em casos de cálculos relativamente grandes, pode chegar a 96% (18).

Como a endoscopia utiliza de caminhos naturais do corpo, ela depende de um trajeto amplo o suficiente para utilizar os aparelhos no rim passando pelo ureter, que é um canal que conecta o rim à bexiga. Nos estudos mais pessimistas, 22% dos casos não é possível em um único procedimento chegar com os instrumentos até o rim para efetivamente tratar o cálculo pelo diâmetro reduzido do ureter de alguns pacientes (19) e nesses casos realizamos a passagem do duplo J que tem como efeito a dilatação desse canal assim, em algumas semanas, torna-se factível finalizar o tratamento. Isso é mais comum em homens adultos e jovens.

Por ser uma cirurgia que não realiza cortes, o tempo de recuperação é mais rápido. Nos meus casos, a depender do contexto, após o procedimento é rotina ter alta no mesmo dia ou em até 24h do procedimento. Os sintomas mais comuns no pós-operatório envolvem aumento da frequência urinária e algum sangramento menor observado na urina. A dor da manipulação é tratável com medicamentos adequados após o procedimento e tende a ser mais presente nas primeiras 24h após a cirurgia, diminuindo progressivamente. É relatado em literatura que após 5 dias a maioria dos pacientes conseguem retornar às suas atividades diárias habituais com sintomas mínimos (20), mas noto que esse tempo de recuperação tende a ser menor na prática.

O que é o cateter Duplo J, para que serve, quando ele é necessário e quais são seus sintomas

O cateter duplo J é um dispositivo que colocamos endoscopicamente conectando, por dentro do canal ureter, o rim à bexiga.

Funções do cateter duplo J

  • Auxiliar na expulsão de fragmentos microscópicos de cálculos
  • Evitar cólicas renais
  • Drenar adequadamente o rim
  • Dilatar o canal que conecta o rim à bexiga (ureter)
  • Ajudar na cicatrização adequada
  • Reduzir inconvenientes

Não são todos os casos que necessitamos passar o cateter duplo J. Existem critérios específicos que permeiam essa decisão que fica a meu critério baseado em inúmeros dados que só podem ser plenamente entendidos durante a cirurgia. Dentre esses critérios posso citar o diâmetro interno natural do canal ureter de cada paciente, tamanho do cálculo tratado, mas existem diversos outros.

Existem alguns sintomas relacionados ao duplo J: aumento de frequência urinária, algum sangramento urinário e dor. Na maioria dos casos utilizando os medicamentos corretos, é possível ter um controle adequado desses sintomas já que a minoria dos pacientes desenvolvem intolerância (22). Uma orientação importante é que esses sintomas estão muito relacionados à atividade física, sendo razoável manter repouso relativo no período que estiver portando o cateter (23).

Nos casos que opto por passagem do cateter, embora ele tenha “prazo de validade” relatado de 3 a 6 meses a depender do material (24), realizo a retirada no mais tardar em cerca de 4 semanas. Em contextos específicos que o tempo de permanência recomendado é mais curto, na passagem deixo um fio exteriorizado pela uretra para possibilitar a retirada em consultório – embora possa parecer doloroso, a retirada no consultório é tranquila na imensa maioria dos casos com a delicadeza que merece. Claro que todas essas circunstâncias são discutidas e acordadas com o desejo de cada pessoa que me procura.

Procedimento combinado ECIRS: quando endoscopia e percutâneo se unem

O procedimento combinado é uma modalidade de procedimento para cálculos grandes e complexos. Como a massa de cálculos é mais elevada, para alguns casos, é necessário acesso ao rim não só pela endoscopia, mas também através de uma punção direta realizada por uma agulha afim de acoplar um aparelho de ultrassom que realiza aspiração e fragmentação de cálculos. A esse processo de punção do rim chama-se acesso percutâneo, daí o nome da técnica.

Com a evolução da cirurgia endoscópica cada vez menos realiza-se esse tipo de procedimento (17), mas alguns casos, devido à complexidade, ele acaba por ser a terapia de escolha para fornecer um resultado mais satisfatório livre de cálculos.

No Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP como recebemos casos encaminhados de todo o Brasil, executamos com frequência essa modalidade. Nosso serviço de pesquisa e assistência é referência no tratamento de cálculos renais simples e complexos e realizamos treinamento de urologistas de todo o mundo para estarem aptos, dentro da sua realidade, a tratar da maneira mais eficiente seus pacientes.

Cirurgia modelo para tratamento de cálculo renal, apresentada em congresso médico para treinamento de outros urologistas. 

Parte III: A prevenção
Como reduzir em até 75% o risco de o cálculo renal voltar

O tratamento completo também engloba uma prevenção direcionada. A prevenção específica pode reduzir o risco de retorno dos cálculos após procedimentos em até 75% (25). Realizo em consultório, além do tratamento cirúrgico, a prevenção individualizada para cada um que me procura.

Existem alguns exames que são importantes nessa fase:

  • Exame de sangue específicos
  • Exame de urina de 24 horas
  • Exame simples de urina
  • Análise do cálculo urinário

O conhecimento do tipo específico de cálculo urinário que se desenvolveu em conjunto com a informação de alterações em exame de urina e sangue permite que eu oriente cuidados especiais com determinados alimentos e, a depender do caso, até medicamentos de uso contínuo podem ser utilizados para evitar formar novos cálculos. Dentre eles vale citar:

  • Citrato de potássio (nome comercial: Litocit)
  • Hidroclorotiazida (nome comercial: Clorana, Diurix, Hidromed)
  • Alopurinol (nome comercial: Zyloric, Labopurinol, Lopurax)
  • Bicarbonato
  • Clortalidona (nome comercial: Higroton, Clortalil)
  • Indapamida (nome comercial: Natrilix, Flux, Indatrat)

Mudanças de estilo de vida que fazem diferença na prevenção

Algumas recomendações gerais também são válidas e dependem da adequação de estilo de vida, tais como (26):

  • Ingestão de 3L de água por dia
  • Reduzir ingestão de proteínas
  • Não reduzir consumo de cálcio – sim, essa proposição é verdadeira
  • Reduzir ingestão de sais ou sódio

Conclusões

Pessoalmente, acredito que o melhor tratamento não é aquele que é estrito e perfeito, já que isso se distancia da vida prática e sim aquele que é adaptado e que envolve uma reeducação baseada na realidade de cada um para assim ser executável.

É preciso buscar equilíbrio na vida e entender, de acordo com cada corpo, o que se pode melhorar. Toda essa orquestra de informações que envolvem “quem é você”, “do que é seu cálculo” e “como é sua urina” são importantes para eu me direcionar e poder por fim te educar objetivando um planejamento de saúde baseado em uma realidade possível.

Caso deseje que eu te ajude a resolver esse problema tão incômodo, estou à disposição.

Dúvidas frequentes sobre cálculo renal
Respostas para as perguntas mais comuns sobre cálculos urinários.
O que é cálculo renal e como ele se forma?

O cálculo renal, popularmente conhecido como pedra nos rins, é uma estrutura sólida que se forma dentro dos rins a partir da cristalização de substâncias presentes na urina, como cálcio, oxalato, ácido úrico e fosfato. Quando a urina fica concentrada, seja por baixa ingestão de água, alimentação inadequada ou predisposição genética, essas substâncias se acumulam e formam cristais que crescem progressivamente até se tornarem cálculos. É uma das condições urológicas mais antigas da humanidade, com registros desde o Egito em 3200 a.C., e ainda hoje acomete até 11% da população geral.

Quais são os sintomas do cálculo renal?

O sintoma mais conhecido é a cólica renal, considerada uma das dores mais intensas que um ser humano pode experimentar, o que é confirmado pela literatura médica. A dor costuma surgir de forma súbita na região lombar ou no flanco, podendo irradiar para o abdome inferior, virilha e genitais. Outros sintomas frequentes incluem sangue na urina, náuseas, vômitos, dificuldade para urinar, urina turva ou com odor alterado e febre quando há infecção associada. Nem todo cálculo causa cólica: cálculos pequenos ou estacionários dentro do rim podem ser completamente silenciosos e descobertos apenas em exames de rotina.

Cálculo renal é perigoso? Pode causar danos aos rins?

Sim, além da dor intensa, o cálculo renal representa um risco real à saúde dos rins. Pacientes com histórico de cálculos renais têm 41% mais risco de desenvolver perda de função renal e doença renal crônica em comparação à população geral. Quem tem cálculos nos dois rins pode ter esse risco multiplicado por três. Por isso, tratar adequadamente e, principalmente, prevenir a recorrência são partes fundamentais do cuidado, e não apenas aliviar a dor durante a crise.

Quais são os tipos de cálculo renal?

Existem diferentes tipos de cálculos renais, e identificar o tipo é essencial para o tratamento preventivo correto. Os mais comuns são os cálculos de cálcio, que podem ser de oxalato de cálcio ou fosfato de cálcio. Existem também os cálculos de ácido úrico, mais relacionados à dieta rica em proteínas animais e a condições como gota, e os cálculos de estruvita, geralmente associados a infecções urinárias de repetição. Cada tipo está ligado a alterações específicas na urina e no sangue e exige orientações dietéticas e, em alguns casos, medicamentos preventivos individualizados.

Quais são os fatores de risco para desenvolver cálculo renal?

Os principais fatores de risco incluem baixa ingestão de água e desidratação, que é especialmente relevante em países de clima tropical como o Brasil, alta ingestão de sódio, consumo excessivo de proteína animal, histórico familiar ou predisposição genética, obesidade, diabetes, dietas muito ricas em oxalato como espinafre e amendoim, e histórico pessoal de cálculos anteriores. Quem já teve um cálculo e não realizou tratamento preventivo adequado tem chance de recorrência de até 50% nos primeiros cinco anos após o primeiro episódio.

Cálculo renal tem cura? Pode voltar depois de tratado?

O cálculo renal tem tratamento eficaz, mas tem alta tendência de recorrência quando não são adotadas medidas preventivas individualizadas após o tratamento. Sem prevenção direcionada, a chance de novos cálculos em cinco anos chega a 50%. Com prevenção adequada, baseada no tipo específico do cálculo, nos exames de urina e sangue e nas características de cada um, é possível reduzir o risco de retorno em até 75%. Portanto, tratar o cálculo existente é apenas metade do caminho: a prevenção personalizada é o que de fato muda o resultado a longo prazo.

Cálculo renal tem relação com alimentação e estilo de vida?

Sim, de forma muito direta. Alimentação com excesso de sal, proteína animal e alimentos ricos em oxalato, associada à baixa ingestão de água, representa um dos principais fatores de risco para o desenvolvimento de cálculos. Obesidade, sedentarismo e diabetes também aumentam o risco. Por outro lado, adotar hábitos saudáveis, manter boa hidratação e seguir orientações alimentares personalizadas conforme o tipo de cálculo são as ferramentas mais eficazes na prevenção da recorrência. O tratamento preventivo ideal não é aquele extremamente restritivo e impossível de manter, mas o que é adaptado à realidade de cada pessoa e sustentável no longo prazo.

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